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Pela sua massa e altitude, a serra da Estrela é a principal montanha de Portugal continental. Elemento maior da Cordilheira Central nela se situa a Torre, com 1.991 m de altitude.

O Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE), com 89.132,21 ha, alberga uma paisagem variada, nomeadamente lagoas e pastagens de altitude, turfeiras, carvalhais e castinçais, áreas de mato e de floresta de produção. 

Com a presença de granitos e xistos e guardando as nascentes do Mondego, do Alva e do Zêzere, a Estrela é um verdadeiro castelo de água a dominar as Beiras e assento de variadas facetas climáticas. A serra da Estrela é ainda um testemunho fundamental dos vestígios da última glaciação, que ocorreu há cerca de 30 mil anos, apresentando uma elevada geodiversidade e rochas com idades até cerca de 600 milhões de anos. Estes factos foram reconhecidos pela UNESCO, que lhe atribuiu o estatuto de geoparque, o designado Estrela Geopark.

A vegetação é influenciada por 3 tipos de clima – Mediterrânico, Atlântico e Continental – distribuindo-se por 3 andares altitudinais: basal; intermédio; e superior. A sua fauna inclui um grande número de mamíferos e de aves, salientando-se, pela sua importância e diversidade, os pequenos répteis e anfíbios, com espécies endémicas como a lagartixa-de-montanha (Iberolacerta monticola).

O povoamento é essencialmente periférico, com alguns casais isolados e interessantes exemplos de arquitetura popular. A serra é ainda solar do “cão da serra da Estrela”, da “ovelha da serra da Estrela”, raça ovina com grande aptidão leiteira, e do famoso “queijo da serra da Estrela”, ex-libris da gastronomia regional e nacional.

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